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Professores afirmam que estão sitiados na Seduc

Quinta-Feira, 24/10/2013, 08:20:40 - Atualizado em 24/10/2013, 12:45:53 Ver comentário(s) A- A+

Professores afirmam que estão sitiados na Seduc (Foto: Divulgação/Sintepp)
Os professores afirmam que o batalhão da Polícia Militar está impedindo a entrada de água, comida e medicamentos no prédio da Seduc. (Foto: Divulgação/Sintepp)

Ocupando o prédio da sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) desde a manhã desta terça-feira (23), cerca de 150 trabalhadores da rede estadual de ensino do Pará afirmam que estão sitiados dentro do prédio pelo batalhão da Polícia Militar.

Williams Silva, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (SIntepp), conta que os policiais chegaram no fim da madrugada e fizeram uma barreira no local. “O Batalhão de Choque e o Grupamento Tático estabeleceram estado de sítio. Nem água e comida estão deixando entrar, e afirmaram que ficar dentro do local é por nossa conta e risco”, afirmou.

Trabalhadores no local também afirmam que os policiais chegaram a utilizar spray de pimenta nas pessoas que tentavam passar pão e medicamentos para os ocupantes da secretaria pelas grades do prédio.

O coordenador ainda afirmou que teme uma atitude agressiva da polícia. “O batalhão assumiu posição de ataque, de combate. Nós fomos dialogar com eles e conseguimos gravações deles dizendo que receberam ordem do governo para assumir a posição e isolar o local”, contou.

Sem conseguir acesso ao prédio, os servidores que estavam do lado de fora da Seduc interditaram a avenida Augusto Montenegro, no sentido Icoaraci/Entroncamento.

Os trabalhadores da educação, que completam hoje 31 dias parados, afirmam que irão continuar ocupando o prédio da Seduc. A assembleia Geral da categoria, marcada para as 15h de hoje, foi transferida para o prédio central da Seduc.

Na tarde de ontem, a Seduc registrou um boletim de ocorrência contra os professores que ocuparam o prédio, afirmando que durante o ato foi danificado o servidor da rede de computadores, o que teria prejudicado o banco de dados do prédio.

(Gustavo Dutra/DOL)



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